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Em Moçambique, missionárias expressam solidariedade às vítimas das inundações

Em Moçambique, missionárias expressam solidariedade às vítimas das inundações

Ao servirem os mais vulneráveis com compaixão, as Irmãs Missionárias do Preciosíssimo Sangue em Moçambique oferecem comida, abrigo e dignidade a centenas de pessoas deslocadas devido às inundações devastadoras no sul de Moçambique, nos primeiros meses deste ano. O rasto de destruição em várias comunidades do país afetou mais de um milhão de pessoas.

Reprodução Vatican News

Em muitas partes do mundo, as zonas costeiras estão sujeitas a inundações imprevisíveis que provocam graves danos, obrigando as pessoas a abandonar as casas, perturbando a vida quotidiana. Em Maputo, capital de Moçambique, e na região do Limpopo, onde as Irmãs Missionárias do Preciosíssimo Sangue prestam serviço há uma década, os residentes foram afetados pelas recentes inundações e as religiosas se mobilizaram imediatamente para prestar apoio concreto.

Ao longo dos anos, a missão se expandiu a várias províncias do país, incluindo Maputo, Gaza, Tete e Nacala. Elas trabalham nas áreas da agricultura, educação, saúde, ação social e da cura pastoral, ao mesmo tempo em que geram programas para órfãos e crianças vulneráveis, idosos, pessoas subnutridas e indivíduos que vivem com o HIV. As religiosas trabalham constantemente para promover o desenvolvimento humano integral e levar esperança às comunidades que enfrentam dificuldades.

Vítimas das inundações em Xai-Xai

Elas também se dedicam ao serviço dos membros mais vulneráveis da sociedade, chegando aos marginalizados e promovendo a dignidade de cada pessoa humana. A superiora-geral Lígia Alberto Muianga conta que «”nundações graves afetaram partes da província de Gaza, deixando muitas famílias deslocadas e com necessidade urgente de assistência no distrito de Xai-Xai, em particular no seu bairro”. Muitas comunidades foram obrigadas a abandonar as suas casas, uma vez que a subida das águas tornava o ambiente circundante inseguro.

Mais de 1.500 os deslocados assistidos

Em resposta a essa crise, as religiosas tomaram a iniciativa de apoiar aqueles que vivem nessas condições insuportáveis. Depois das vítimas terem sido transferidas pelas autoridades locais para escolas e grandes centros seguros, as religiosas identificaram as áreas mais carentes no bairro, prestando assistência a cerca de 1.600 deslocados em busca de refúgio, entre os quais, quase 600 crianças. Muitos chegaram com pouco mais do que a roupa que tinham no corpo, sentindo-se devastados após terem perdido as casas, bens e meios de subsistência.

Reconhecendo a urgência da situação, as religiosas começaram a organizar a distribuição de alimentos às vítimas três vezes por semana. Preparavam as refeições no convento, transportavam-nas para os abrigos e distribuíam-nas às famílias deslocadas. A resposta humanitária não se limitou apenas às religiosas. Inspiradas pela dedicação e compaixão, várias mulheres locais se juntaram ao esforço, oferecendo voluntariamente o seu tempo para ajudar a preparar e distribuir a comida. As religiosas identificaram também outras necessidades para além da comida e do abrigo, como artigos de higiene e roupa, e trabalharam para garantir a segurança das vítimas.

Ouvir as preocupações

Em Moçambique, missionárias expressam solidariedade às vítimas das inundações - Jornal O São Paulo

Nesses espaços, foram colocados colchões para que as famílias pudessem descansar enquanto esperavam que as águas baixarem para a vida recomeçar. As religiosas também sensibilizaram as comunidades locais e os parceiros, apelando a um apoio adicional para satisfazer as necessidades mais urgentes. “Durante as visitas aos abrigos, elas dedicam tempo a ouvir as preocupações das famílias deslocadas e a avaliar as necessidades mais urgentes. A presença delas é uma fonte de conforto e alivia as dificuldades delas”, afirmou a Ir. Ligia.

Na dor, a esperança

A presença das religiosas tornou-se um farol de esperança neste momento de sofrimento. O empenho reflete a essência do carisma: estar ao lado dos marginalizados e daqueles que sofrem, devolvendo a dignidade onde há desespero. Através de atos de serviço simples, mas poderosos — a preparação de refeições, as visitas aos centros de acolhimento e o acompanhamento dos deslocados —, as religiosas continuam encarnando uma missão que as guia há mais de um século em Moçambique. A presença compassiva entre os marginalizados traz cura onde vidas humanas foram feridas.

Fonte: Vatican News

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