No sábado, 30, na Gruta de Lourdes, nos Jardins Vaticanos, o Papa Leão XIV rezou os mistérios gozosos do Santo Terço, pedindo especialmente a intercessão de Nossa Senhora pela paz no mundo e por todos que vivem em zonas de guerra e violência. Este momento de oração pela paz mundial também foi realizado em vários santuários pelo mundo.
Leão XIV iniciou sua reflexão ao término das cinco dezenas, mencionando o salmo 85,8: “Escutarei o que diz o Senhor Deus, porque Ele diz palavras de paz ao seu povo, para seus fiéis, e àqueles cujos corações se voltam para Ele.” O Papa destacou que as palavras do Salmo expressam “a esperança de que tanto precisamos, especialmente diante das dificuldades e das violências do tempo presente”.
COM MARIA E COM CRISTO
O Papa exortou os fiéis a abrirem o coração à escuta da Palavra de Deus, a fim de que possam compreender o significado dos acontecimentos da história, reconhecendo a providência de Deus que a todos guia e socorre: “A Virgem Maria é o modelo da fiel que inclina o ouvido do coração para ouvir ‘o que Deus diz’. Ela é um exemplo para nós com sua obediência, que acolheu o Filho de Deus em seu ventre na Encarnação”.
Segundo o Pontífice, contemplar com Maria os mistérios do Rosário “leva-nos a reconhecer em Jesus Cristo a única definitiva Palavra, que o Pai pronunciou, Palavra de paz para todos os que retornam a Ele com corações contritos. O Senhor nunca nos abandona, mesmo quando nos esquecemos Dele, mesmo quando nos perdemos. Ele vem ao nosso encontro e se aproxima com o seu amor eterno. Como nos lembra o profeta Isaías: ‘Paz, paz àquele que está longe e àquele que está perto’. (57,19). Quem confia em Deus compreende este anúncio de paz e torna-se instrumento de paz, construindo-a com as próprias mãos (cf. Mt 5,9)”.

A BUSCA SINCERA DA PAZ
Leão XIV enfatizou que a paz não é uma teoria a ser testada, nem uma ilusão ingênua tampouco uma questão de interesse próprio: “Quando buscada com um coração sincero, é antes um compromisso diário: brota da justiça e do amor, como harmonia que une as pessoas, as famílias, as comunidades, os povos. Mesmo neste tempo marcado por tensão e conflitos, a paz torna-se possível quando escolhemos ouvir o clamor daqueles que dela são privados: crianças inocentes, mães e pais angustiados, prisioneiros maltratados, refugiados e pessoas de todas as idades que sofrem. Todos eles têm apenas uma palavra nos lábios: paz!”.
O Pontífice enfatizou que a paz é um dom de Deus e tem o rosto de Jesus Cristo, “que por meio de sua vida, dada por nós, reconciliou o céu e a terra. Como escreve o apóstolo Paulo: ‘Ele é a nossa paz’ (Ef 2,14). Ele que derruba os muros da inimizade, que vence a arrogância com a humildade e redime toda a criação do pecado”.

VOLTAR SEMPRE AO SENHOR
O Santo Padre lembrou que quando os homens se colocam próximos do Senhor e se comportam como verdadeiros discípulos do Seu amor, “o Espírito Santo pode realizar o que parece humanamente impossível. Quando, ao contrário, nos afastamos de Deus, também nos distanciamos da humanidade, do nosso próximo, e somos indiferentes ao seu sofrimento. Cada vez que retornamos ao Senhor, a Sua paz torna-se nossa responsabilidade, de acordo com as tarefas e as responsabilidades de cada pessoa”.
Destacou, ainda, que oração pode se tornar missão e profecia: “não deverá mais existir o pranto dos inocentes nas nossas cidades; ninguém deve ter que fugir de sua própria casa por causa da ameaça de bombas; o desejo de poder e a violência das palavras darão lugar à sede de justiça e de verdade. No entanto, todos podem e devem fazer a sua parte, a começar pelas pequenas coisas, mas importantes, abstendo-se de toda forma de violência verbal ou física na vida diária e nas redes sociais”.
Por fim, o Pontífice enfatizou que “a verdadeira paz começa em um coração que ama. Ela é testemunhada por lábios que proferem palavras de reconciliação. Ela se reflete em olhos que olham para o mundo com gentileza e sabedoria. Esta é a verdadeira força, a força da verdade e do amor”. Disse, ainda, que Deus busca construtores da paz. Em conclusão, pediu que Mãe Santíssima “nos ajude a respondê-Lo a cada dia com o nosso próprio ‘Eis-me aqui’, não apenas em palavras, mas em ações”.
(Com informações de Vatican News)




