Mesmo em tempos de abundância de informação, a educação continua sendo uma troca relacional entre pessoas. O Congresso Internacional sobre a Pastoral Escolar e Universitária, organizado pelo Dicastério para a Cultura e a Educação, nos dias 23 e 24, no Vaticano, promoveu uma série de encontros sobre o tema “Desenhar novos mapas de esperança”.
De acordo com o Cardeal José Tolentino de Mendonça, Prefeito do Dicastério, participaram mais de 1,2 mil pessoas provenientes de 60 países. Entre elas, Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar de São Paulo e Vigário Episcopal para Educação e a Universidade; o professor Diego Marihamo, o Frei Maciel Bueno, OSA, e a Irmã Vânia Cristina de Oliveira, ASCJ, entre outros representantes do Brasil.
Os desafios de educar em um contexto pastoral foram alvo de reflexão por parte de diferentes palestrantes, que trataram do tema do ponto de vista teológico, espiritual e prático.
“Na pastoral escolar e universitária, temos a oportunidade de ser testemunhas diretas do milagre do crescimento”, disse o Cardeal Tolentino. “Vemos isso todos os dias: a criança que aprende a ler o Evangelho e descobre que as palavras abrem novos mundos; o adolescente que, pela primeira vez, formula uma pergunta verdadeira; o estudante universitário que, um dia, compreende a que quer dedicar sua vida. Em cada um desses momentos, se soubermos ouvir, percebemos os passos de Cristo ressuscitado, que continua caminhando na história.”

Entre outros palestrantes, o Cardeal Timothy Radcliffe, OP, famoso escritor espiritual, falou sobre como acompanhar os jovens de hoje: estimular seu espírito aventureiro, mas, ao mesmo tempo, oferecer-lhes respostas seguras. “Conseguiremos despertar a imaginação dos jovens se identificarmos as tensões com as quais eles convivem nesta era digital e mostrarmos como elas podem ser vividas de forma proveitosa e alegre”, declarou.
A Irmã Simona Brambilla, MC, Prefeita do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, falou sobre as oportunidades de cultivar a vida interior dos alunos. “Uma educação que pretenda acompanhar, facilitar ou reativar processos pessoais e coletivos de crescimento integral é chamada a reconhecer, iluminar e tornar cada vez mais verdadeiro, vivo e consciente ‘o sorriso’, ou seja, as experiências que constituem o terreno estável e nutritivo, a rocha sólida sobre a qual a pessoa constrói sua casa interior”, disse.
